Terça-feira, Julho 07, 2009

406. um tempo de ir e voltar

Eu estou, sim, em contagem regressiva. E sempre que digo quanto falta, alguém se assusta. Falta pouco. Falta o necessário para as providências necessárias. Ir para Lisboa é um plano de tempo. Um objetivo agora real. Mas é, em essência, um tempo. Um tempo que escolhi, um tempo para fazer algumas coisas que devo, que quero, que preciso fazer. Aproveitar o tempo é uma delas. Escrever é a outra. Aproveitar o tempo para escrever, a principal.
Estou no meio de uma pesquisa que deve ser concluída no ano que vem, virar tese. Na minha mala vão dois pen-drives. Em um deles, 824 páginas de revistas escaneadas, anotações, artigos, citações.
Como é só um tempo, vai passar. Eu vou, mas vou voltar. Como é um tempo que escolhi, porém, fico com uma certeza: vou saber aproveitar. Não estou indo com a ânsia de turista. Nem sei bem tudo que vou fazer. Só vou saber e decidir lá mesmo. Vou conhecer algumas coisas, por óbvio. Já sei que vou participar de dois congressos de comunicação e ambos me levarão até cidades interessantes. Vai ser um período de muito trabalho. Mas lá, até o trabalho ficará leve, penso eu.
A imagem que mais me vem é de uma escrivaninha, uma janela em frente, centenas de telhados dourados pelo sol. Isso já será bastante. Melhor, ainda, é saber que haverá muito mais.
A mala só vai metade cheia. Vou trazer muita coisa, embora saiba que o que vou trazer não ocupará, necessariamente, espaço. É só para garantir a metáfora.
Embarco no início de setembro.

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