"A carícia não sabe o que busca. Este ‘não-saber’, esta desordem fundamental, lhe é essencial. É como um jogo com algo que se escapa, um jogo absolutamente sem plano nem projeto, não com aquilo que pode transformar-se em nosso ou transformar-se em nós mesmos, mas com algo diferente, sempre outro, sempre inacessível, sempre por vir. A carícia é a espera desse puro por vir sem conteúdo. É feita do aumento da fome, de promessas cada vez mais ricas que abrem novas perspectivas sobre o inapreensível".
Lévinas (em El Tiempo y el Outro, p.133 - Barcelona, Paidós, 1993)
* Este trecho estava uma nota de rodapé que li hoje, perdida entre tantas outras, em um texto acadêmico. Não tão carinhoso assim.



1 d!sseram:
Valeu Reges. Não sei se vou escrever mais, mas foi uma experiência bacana.
Mas muito legal saber que o tio, tão entendido do fazer literatura e de conhecer literatura, tenha gostado do meu modesto textinho.
Abs pro meu casal favorito!
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